quarta-feira, 24 de março de 2010

PROFESSORES "TROLOLÓ"


Os professores do Estado de São Paulo estão em greve por tempo indeterminado. Porem o governador José Serra (PSDB) classificou o movimento de eleitoreiro e descreveu as sucessivas manifestações como um “trololó”. Essa postura intransigente de Serra se compara com a de Paulo Maluf, nos tempos da ditadura militar.

Insinuando que os protestos têm objetivo eleitoreiro, Serra disse: “Não tem greve. Só tem marketing para a imprensa noticiar”. De acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (APEOESP), ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), mais de 60% dos professores estão parados.

A manifestação existe sim. Os professores querem reajuste salarial de 34% para compensar perdas relativas à inflação. Essa greve esta recebendo o apoio também dos estudantes através da UBES (União Brasileira dos Estudantes), a classe estudantil reconhece que os seus professores sobrevivem com um salário baixo e defasado. Sem condições dignas de trabalho, não recebem material didático suficiente e estão aguardando às tais salas de informática prometida.

Os professores do Estado de São Paulo, já não suportam mais trabalharem com tantas promessas mentirosas. José Serra disse em rede nacional que os investimentos em educação passaram de três bilhões de reais, dinheiro esse que nenhum professor sabe para onde foi, pois o único material didático recebido, continha erros grosseiros e com um vocabulário cientifico em demasia, que os alunos lêem e não entendem nada.

É preciso deixar bem claro para todo o povo brasileiro, que a Educação em São Paulo deixa muito a desejar e, o professor a cada dia sente-se um profissional marginalizado, pois está assistindo sua profissão sendo desvalorizada e desprestigiada. Mas por questão de honra os professores derramam lagrimas de sangue, mas não desistem, mesmo com toda dificuldade, sendo injustiçado pelos governantes, desempenham sua função com muito carinho e amor, carregando a esperança de que um dia sairá de sua sala de aula, um aluno que se tornará um dia um político, que reconhecerá o sofrimento dessa classe laboriosa, reconhecida por muitos, mas, valorizada por poucos.

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