sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

DESCULPA HIPÓCRITA


Por um mentiroso erro de pontaria, um míssil desviado em 300 metros mata 12 civis inocentes numa aldeia do Afeganistão. E com a cara lavada o general americano, chefe das tropas da OTAN pede desculpas. A segunda manifestação perigosa vinha da própria secretária de estado dos EUA, a bizarra Hillary Clinton. Tornava pública a concepção de que o Irã estaria se transformando numa “ditadura militar”. E para quem conhece o retrospecto de declarações desse tipo, a alternativa mais previsível é a intervenção militar. Para ser claro, seria uma invasão, pela suposta “paz” norte-americana. Resta a pergunta: os Estados Unidos têm condições de ampliar suas ações para além das desastrosas até então levadas a cabo no Iraque e no Afeganistão...? Certamente que não, não consigo ver como isso se materializa e, me recuso a fazer referência a uma suposta “direita”, pois não consigo sequer identificar esquerda dos democratas, quanto mais algo que não fosse direita entre os republicanos, hoje representados pela idiota Sara Palin.

Tudo isso esta sendo orquestrado pela batuta do mais reacionário governo sionista de Israel. Pois é sabido que a despeito de todas as acusações contra o “perigo nuclear” do Irã que é signatário do acordo de não-proliferação de armas nucleares, enquanto que Israel não. É surpreendente que nenhuma potência capitalista ocidental tenha em algum momento cobrado sua adesão. Para Israel a lei não vale nada.

Obama é o primeiro negro a ocupar a Casa Branca, e o espírito de sua campanha contra os republicanos não permitiria previsões pessimistas e admitindo-se suas boas intenções iniciais, já foi engolido pelo complexo industrial, militar e petrolífero que domina Wall Street. E hoje faz o papel de capataz da senzala, a serviço da Casa Branca. No mesmo dia em que eram divulgadas as formulações da bizarra Hillary Clinton e, o pedido de desculpas do general americano, pela morte de 12 civis, a CIA de Obama já havia assassinado mais insurgentes, pela ação terrorista do Estado americano, do que Bush em seus últimos anos de cruzada fundamentalista pentecostal contra os muçulmanos.

Ficam para nós, as ameaças conseqüentes do desdobramento dessa infindável crise no Oriente Médio e, a nossa angústia em saber até onde isso tudo vai chegar, pois o Plano Colômbia, consolidado e ampliado no governo Obama, aguarda o momento propício para sair da sombra e dar o bote continental. Será que isso ocorrerá no fatídico 2012...

Nenhum comentário:

Postar um comentário